Cão infectado com a doença veio do RS e precisou ser sacrificado.
Cerca de cem cães serão analisados no bairro onde ocorreu o problema.
O rottweiler chegou em Santa Catarina há cerca de oito meses. Conforme a Vigilância Sanitária, ele já deve ter chegado contaminado do Rio Grande do Sul e desenvolveu a doença em Itajaí. “Santa Catarina não é uma área endêmica desta doença, por isto, precisamos fazer uma busca ativa para identificar se houve mais contaminações, porque o cachorro está há algum tempo no estado”, considera a técnica da gerência de zoonoses de Santa Catarina, Maria Ernestina Makowiecky.
O trabalho de varredura será feito na próxima semana, conforme Maria Ernestina. Os técnicos das vigilâncias municipal e estadual devem visitar cerca de cem cães e identificar animais que possuam indícios de estar com o problema. Caso haja alguma suspeita de cão contaminado, será coletada amostra de sangue, para confirmação.
A doença é conhecida por causar aumento no baço e fígado dos cães. Os sintomas, conforme Maria Ernestina, são lesões de pele, especialmente na região dos olhos e focinho, emagrecimento acentuado, crescimento anormal das e o crescimento das vísceras. “Os animais ficam bem debilitados e, como eles são reservatórios do protozoário, precisam ser abatidos para evitar contaminação de outros cães e, eventualmente, a pessoas”, explica Maria Ernestina Makowiecky.
O transmissor da leischmaniose visceral é o ‘Flebotomíneo’, conhecido como ‘Mosquito-palha’. Ele é claro, bastante pequeno e está presente em várias regiões de Santa Catarina, conforme Maria Ernestina. “Algumas espécies deste mosquito podem passar a transportar o protozoário causador da doença, caso piquem um animal infectado”, comenta a técnica.
Na próxima semana, os profissionais das vigilâncias epidemiológicas também buscarão identificar se há mosquitos transmissores em Itajaí. Em caso positivo, passará a ser feito monitoramento para evitar proliferação da doença. Os resultados das análises devem ser concluídos na mesma semana.
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