Gatos devem ser mantidos sob liberdade vigiada para evitar acidentes
| Por conta do temperamento calmo, Zulu, o gato da tosadora Marduce Belo, foi acostumado a só passear de coleira. Com medo de acidentes, ela não permite que ele saia sozinho. (Foto: Nando Chiapetta/DP/D.A Press) |
Motivos não faltam para os donos impedirem seus felinos de explorarem o mundo lá fora. Muitos alegam riscos de doenças, de atropelamento ou até envenenamento. Porém, donos de um comportamento peculiar, bem diferente dos caninos, os felinos, por sua natureza, requerem certa liberdade. Mas qual seria a melhor opção para proteger seu gato?
Não acostumar o animal a passear ou levá-lo para fazer suas necessidades fisiológicas em ambientes externos ajudam a restringir o ímpeto de liberdade dos felinos. No entanto, há quem opte por adestrar o felino, para que ele seja monitorado.
Segundo a veterinária e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco Roseana Diniz, gatos podem ser adestrados, desde que o trabalho comece com o animal ainda filhote. "Diferentemente do cão, o felino vê seu dono como membro do seu convívio social, e não como um líder. Por conta do próprio temperamento do gato, o adestramento é um processo difícil", explica. Mas, para protegê-lo, é válida a tentativa de acostumá-lo a uma liberdade vigiada, com a permissão de passeios limitados.
Prova de que isso é possível está na experiência de donos que conseguem criar seus gatos com certos limites, acostumando-os ao uso de coleiras para passear ou estabelecendo horários para passeios. A tosadora Marduce Belo, dona do SRD Zulu, nunca teve problemas com o temperamento do seu mascote e conseguiu facilmente habituá-lo à coleira para passear. "Desde filhote ele é calmo. Achei estranho, mas aceitei o comportamento diferente numa boa. Fiquei até mais tranquila", afirma. Com uma vida corrida, Marduce sempre reserva um tempo para passear e brincar com ele. "Passo o dia quase todo fora de casa e ele fica preso", revela. Segundo a tosadora, Zulu chega a estranhar quando não está na coleira.
Mas não são todos os felinos que permitem esse controle. Para os mais afoitos e enérgicos, a tentativa de adaptá-lo a limitações pode ser radical demais para a natureza libertária deles. "O felino não pode viver o tempo todo preso em uma coleira. Mas, para passear, o uso da coleira é viável caso ele não se importe ou não fique estressado", completa. No caso de recusa, o dono pode permitir que, desde filhote, o animal explore o ambiente, mas sempre com alguém ao lado.
Defensor do comportamento institivo do seu felino, mas sempre sob cuidado, o estudante Leonardo Cordeiro, morador de um sobrado, prefere manter controle na liberdade do seu gato siamês Nietzsche. "Quando ele era filhote, tinha medo de deixá-lo solto completamente, e Nietzsche ficava preso o dia inteiro na coleira", lembra. Com o passar do tempo, o estudante foi aprendendo a limitar a liberdade do animal. "Como durante o dia ele passa mais tempo dormindo, procuro deixá-lo livre. Durante a noite, fecho as portas e janelas para que ele só transite pela varanda", explica. Para isso, Leonardo optou por instalar telas no ambiente. "Ele ficava estressado quando colocava a coleira, então achei melhor colocar telas, pois dessa forma evito acidentes".
A colocação de telas de nylon em janelas é indicada por veterinários e criadores experientes como a melhor opçõa para garantir uma proteção efetiva contra quedas, fugas e acidentes com gatos e cachorros. "A procura pelo serviço é constante, principalmente por parte pessoas que possuem animais", afirma o funcionário da Alô Redes Luiz Alves. A empresa oferece o serviço de instalação de redes de proteção em casas e apartamentos a partir de R$18 o metro quadrado.
Fonte: Diario de Pernambuco

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