Tecnologia:Aplicativo ajuda a encontrar cães perdidos por meio de ferramenta de reconhecimento facial


Qualquer dono de animal que gastou dias pendurando pôsteres, fazendo ligações e batendo nas portas dos vizinhos queria que houvesse uma forma mais científica de encontrar uma maneira para achar um cão perdido. Isso se tornou realidade graças à tecnologia de reconhecimento facial que foi testada para reunir com sucesso um animal com seu dono. Um site tem uma base de dados online para procurar por características distintas em cães e fazer a correspondência com animais que foram reportados como perdidos.




O site é chamado de FindingRover.com e recentemente conseguiu reunir com sucesso um animal nos Serviços Animais da Região de San Diego com seus donos. O site mantém uma base de dados de fotos de três abrigos da região e tenta fazer a correspondência com oito diferentes marcadores faciais dos cães com imagens enviadas por usuários que procuram seus animais perdidos. Olhos e focinhos são áreas importantes que diferenciam os cães, incluindo tamanho do olho e sua posição perto do focinho.

O fundador do FindingRover.com, John Polimeno, quer expandir a base de dados de foto para melhorar as chances de mais cães perdidos serem encontrados, com abrigos em vários locais devendo se registrar. Ele está também mostrando o site para pessoas que fazem resgates, veterinários e grupos de cães.

Cada cão que entra em três abrigos da região de San Diego é adicionado à base de dados de foto. O vice-diretor do sistema, Daniel de Sousa, disse que o programa pode trabalhar de duas formas: alguém pode encontrar um cão, tirar sua foto e enviar para a base de dados, onde uma correspondência gera uma notificação ao dono. O dono, então, pode buscar o animal. O outro método é que os cães que cheguem nos abrigos já tenham suas fotos na base de dados. Nesse caso, se houver compatibilidade, o dono recebe uma ligação.

A tecnologia que apoia o Finding Rover foi desenvolvida por Steven Callahan e John Schreiner, do centro de desenvolvimento de softwares da Universidade de Utah. Eles descobriram que os oito marcadores nos cães são bem menos que os 128 pontos do programa de reconhecimento facial humano.

É difícil medir a precisão, disse Callahan, mas se existem 100 cães em uma base de dados, um top 3 de compatibilidade seria alcançado em 98% das vezes. “Funcionou surpreendentemente bem, melhor do que pensei que funcionaria. Tinha baixas expectativas. Ele iria funcionar bem melhor se todos os abrigos da região fossem incluídos”.

Fonte:A reportagem é do http://www.dailymail.co.uk, traduzida e adaptada pela Equipe Nossa Matilha.

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