Morre a arara que inspirou "Rio"
Presley foi trazido dos EUA para o Brasil em 2002 - era uma das últimas ararinhas a nascerem fora de cativeiro
A morte de Presley se torna um símbolo na luta contra o tráfico de animais, especialmente de pássaros brasileiros. As ararinhas, de nome científico Cyanopsitta spixii, são consideradas exintas em ambiente selvagem. A situação ocorre tanto pelo comércio ilegal quanto pela falta de espaço para construírem seus ninhos.
Agora, existem menos de 100 ararinhas vivas - todas em cativeiro, dentro de refúgios ao redor do mundo. E essa população é ameaçada por defeitos genéticos causados por reproduções consanguíneas. Presley era a oportunidade de diminuir esses defeitos, ao se relacionar com fêmeas, já que não teria parentesco com elas. Mas, durante anos de tentativas, não conseguiu produzir filhotes.
A similaridade de Presley com Blu, de Rio, é inegável. Mais de dez anos atrás, ele foi encontrado vivendo no Colorado (EUA) após passar por casas na Europa desde que era filhote.
Em 2000, a última ararinha conhecida desapareceu das matas brasileiras. Nessa época, Mickey Santi, a dona de Presley, foi informada sobre a identidade e o potencial de sua ave - e concordou em trazer a arara para o Brasil. Assim como Blu, Presley não conseguia voar - e precisou passar por reabilitação.
Fonte: por Luciana Galastri


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