A Guarda compartilhada dos animais
Diante
da lei, os animais de estimação são vistos como bens, mas, no futuro,
em situações de divórcio, os pets poderão ser considerados filhos. Isso
porque um projeto de lei, que tramita na Câmara dos Deputados desde
2011, pode oficializar a guarda dos animais de estimação nos casos de
separação.
O especialista em comportamento animal,
Alexandre Rossi, deu uma entrevista sobre o assunto ao site Globo Rural.
Na matéria, ele indica que oficializar a guarda compartilhada é válido
porque já foi comprovado que os animais possuem sensibilidade e afeto
significativos.
Segundo Alexandre, a decisão deve ser
baseada no bem-estar dos pets, pois eles são capazes de perceber nossas
emoções. Por mais que não entendam a complexidade da separação, há
muitos animais que se comportam de uma maneira não habitual, por
perceberem que seus donos estão diferentes.
“Quando existe uma convivência muito
próxima, o animal percebe sutilezas no comportamento dos membros de seu
grupo. E isso vai definir o modo como o bicho vai reagir diante de cada
situação”, informou o especialista na matéria.
Mas, em alguns casos, a separação do
animal acaba se tornando um problema de saúde durante o divórcio. Há
pessoas que entram em depressão devido ao distanciamento do animalzinho.
“A psicologia considera normal sofrer por um bicho na mesma proporção
que sofremos na perda de uma pessoa querida da família”, completa
Alexandre.
Guarda compartilhada de animais de estimação pode virar lei – Globo Rural
Projeto que tramita na Câmara dos Deputados desde 2011 poderia oficializar a guarda em casos de separação.
Diante da lei, os animais de estimação
são vistos como bens, mas no futuro, em situações de divórcio, os pets
poderão passar a ser vistos como filhos. Isso porque um projeto de lei
que tramita na Câmara dos Deputados desde 2011 pode oficializar a guarda
dos animais de estimação nos casos de separação.
Hoje, alguns casais decidem a partilha
em uma discussão particular, sem ter de utilizar os serviços de um
advogado. A produtora executiva Sandra Godoy compartilha a guarda de sua
cadela desde 2005 com o fotógrafo Gui Morelli. Sandra conta que Luna,
um labrador de 13 anos, foi um presente de aniversário dado pelo
ex-marido. Quando se separaram, ela achou justo que os dois tivessem o
privilégio do afeto do animal, já que a cadela sempre foi considerada
como uma “filha”. “Conversamos e decidimos que a Luna ficaria com os
dois porque a amamos igualmente e ninguém sofreria com a ausência dela,
nem ela com a nossa. Decidimos, então, pela guarda compartilhada”,
relembra Sandra. Na época da separação, ainda não se ouvia falar sobre
esse assunto.
Para o casal, a conversa aconteceu
naturalmente, o que acabou sendo favorável ao bem-estar da cachorra.
“Não houve nenhuma resistência por parte da Luna. Ela entendeu que tem
duas moradias e sempre fica muito feliz quando chega aqui em casa, assim
como quando o Gui vem buscá-la”, diz a produtora executiva.
Mas nem sempre a guarda é resolvida
amigavelmente e uma situação de divórcio pode se tornar motivo para uma
disputa judicial pela posse dos animais. Há casos de pessoas que pedem a
guarda apenas para provocar uma chantagem emocional no ex-companheiro, o
que pode ser nocivo à saúde psicológica do bicho. O especialista em
comportamento animal e apresentador de TV Alexandre Rossi diz que alguns
cuidados parecidos com os que se têm com crianças devem ser tomados,
mas tais medidas devem variar de bicho para bicho — cada um tem a sua
própria personalidade e depende, também, da forma como o animal foi
educado.
De acordo com Rossi, oficializar a
guarda compartilhada é válido porque a ciência já provou que os animais
possuem uma sensibilidade e afeto significativos. A decisão deverá ser
baseada no bem-estar dos pets porque eles são capazes de perceber nossas
emoções e de processar a linguagem humana. Por mais que não entendam a
complexidade da separação, há muitos animais que se comportam de uma
maneira não habitual por perceberem que seus donos estão diferentes.
“Quando existe uma convivência muito próxima, o animal percebe sutilezas
no comportamento dos membros de seu grupo. E isso vai definir o modo
como o bicho vai reagir diante de cada situação”, diz Alexandre.
Mas em alguns casos a separação do
animal acaba se tornando um problema de saúde durante o divórcio. Há
pessoas que entram em depressão devido ao distanciamento do animalzinho.
“A psicologia considera normal sofrer por um bicho na mesma proporção
que sofremos na perda de uma pessoa querida da família. A ciência
comprovou que as pessoas são capazes de criar laços afetivos tão fortes
quanto os que se têm com seres humanos”, completa Alexandre.
O projeto de lei n° 1.058, de autoria do
deputado Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP), ainda prevê casos em que um dos
membros do casal não aceita discutir a partilha dos animais e
estabelece alguns critérios para a ambientação adequada dos pets numa
separação. O texto propõe pontos que serão predefinidos pelo casal,
desde os períodos de visita até a punição no caso de uma das partes
cruzar o animal sem autorização prévia. Apesar de todos os cuidados,
Alexandre Rossi alerta: “a guarda compartilhada deve ser muito bem
avaliada para que isso não seja bom apenas par ao dono e acabe sendo
prejudicial para o bicho”.
O projeto ainda aguarda a votação na
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Após essa
etapa, seguirá para votação no congresso Nacional.
Fonte: Cão Cidadão
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