Quase todo os Estados Unidos permitem consumo de cães e gatos
Os cães e gatos, animais cuidados e amados por várias pessoas, também
podem ser alvo da indústria alimentícia nos Estados Unidos. As leis que
governam o consumo de carne de cachorro e gato – e a morte de animais
domésticos para consumo – variam de estado para estado nos EUA. As
informações são do One Green Planet.
Segundo o Dogster, “as medidas dos órgãos de segurança alimentícia tornam ilegal haver o processamento de carne de cães e gatos em matadouros, mas não há nenhuma lei que proíba o processamento de carne e a morte de animais em matadouros caseiros”.
Apesar de haver leis que tipificam como maus-tratos a tortura de cães e gatos (e de diversos outros animais), ainda está dentro da lei a morte e o consumo de animais domésticos em alguns estados. Isso significa que os animais precisariam ser mortos, utilizando o argumento bem-estarista, “sem crueldade”, ou “de maneira humana”. Mas ainda assim seriam mortos para o consumo humano.
Atualmente o estado da Pennsylvania está com uma lei em processo de aprovação para proibir de vez e sob qualquer circunstância – ou seja, para fechar qualquer brecha legal – a morte, o processamento e a venda de carne de gatos e cães para o consumo humano.
Segundo o site Philly, “somente meia-dúzia de estados, entre eles Nova Jersey e Nova York, têm leis específicas para barrar o consumo de cães e gatos. ‘A maioria assume que já é ilegal’, disse Adam Parascandola, diretor de um segmento da Humane Society dos Estados Unidos. Parascandola disse que tinha escutado alguns casos nos Estados Unidos em que gatos e cães haviam sido mortos para consumo, já que as mortes são legais desde que não sejam feitas com crueldade”.
O site Slate.com chegou a discutir este assunto em um artigo nomeado “É legal comer o seu próprio gato?”. Aqui está uma lista sobre algumas tomadas de posição de estados americanos sobre o tema:
Algum animal, qualquer um, merece morrer para a alimentação humana? Se podemos amar alguns, por que não amar a todos? Todos os animais são dignos de ter uma vida livre e íntegra e não há privilégio nenhum para a espécie humana que a permita explorar todas as outras.
Por que criamos essas distinções entre animais que podem ser explorados e outros que não? Podemos aplaudir a ação da Pennsylvania em retirar as brechas legais que dariam vazão para o consumo de animais domésticos, mas ainda não podemos aplaudir nenhum estado por ter criado uma lei de proteção a todos os animais.
Fonte: Por Vinicius Siqueira (da Redação)
Segundo o Dogster, “as medidas dos órgãos de segurança alimentícia tornam ilegal haver o processamento de carne de cães e gatos em matadouros, mas não há nenhuma lei que proíba o processamento de carne e a morte de animais em matadouros caseiros”.
Apesar de haver leis que tipificam como maus-tratos a tortura de cães e gatos (e de diversos outros animais), ainda está dentro da lei a morte e o consumo de animais domésticos em alguns estados. Isso significa que os animais precisariam ser mortos, utilizando o argumento bem-estarista, “sem crueldade”, ou “de maneira humana”. Mas ainda assim seriam mortos para o consumo humano.
Atualmente o estado da Pennsylvania está com uma lei em processo de aprovação para proibir de vez e sob qualquer circunstância – ou seja, para fechar qualquer brecha legal – a morte, o processamento e a venda de carne de gatos e cães para o consumo humano.
Segundo o site Philly, “somente meia-dúzia de estados, entre eles Nova Jersey e Nova York, têm leis específicas para barrar o consumo de cães e gatos. ‘A maioria assume que já é ilegal’, disse Adam Parascandola, diretor de um segmento da Humane Society dos Estados Unidos. Parascandola disse que tinha escutado alguns casos nos Estados Unidos em que gatos e cães haviam sido mortos para consumo, já que as mortes são legais desde que não sejam feitas com crueldade”.
O site Slate.com chegou a discutir este assunto em um artigo nomeado “É legal comer o seu próprio gato?”. Aqui está uma lista sobre algumas tomadas de posição de estados americanos sobre o tema:
- O estado de Nova York expressamente proíbe “qualquer pessoa de matar cães domésticos (canis familiaris) e gatos domésticos (feliz catus ou domesticus) para o consumo humano. Mas a lei não cobre outras espécies de animais “menos familiares”, como aves e esquilos;
- A lei californiana contra o consumo de carne de animais domésticos é um pouco mais abrangente. Ela também barra a posse da carcaça de animais, ou seja, dizer que a carne foi processada ou que o animal foi morto em outro lugar não é um desculpa. A lei também protege “qualquer animal tradicionalmente considerado como animal doméstico”, muito mais do que somente cães e gatos, sendo que cavalos são protegidos por algumas seções do código. Mas não há nenhum precedente para iguanas, peixes-dourados e cobras;
- O estado da Virgínia barra a morte “desnecessária” de animais, com uma exceção específica para “atividades de fazendas”. Nestes lugares, a morte de alguma animal doméstico é considerada também desnecessária, já que gatos e cães não são associados ao consumo humano, mas todo o grupo de animais já explorados pela indústria alimentícia ainda é morto sem nenhuma proteção legal.
Algum animal, qualquer um, merece morrer para a alimentação humana? Se podemos amar alguns, por que não amar a todos? Todos os animais são dignos de ter uma vida livre e íntegra e não há privilégio nenhum para a espécie humana que a permita explorar todas as outras.
Por que criamos essas distinções entre animais que podem ser explorados e outros que não? Podemos aplaudir a ação da Pennsylvania em retirar as brechas legais que dariam vazão para o consumo de animais domésticos, mas ainda não podemos aplaudir nenhum estado por ter criado uma lei de proteção a todos os animais.
Fonte: Por Vinicius Siqueira (da Redação)


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