RJ: promotoria aciona universidade por sacrificar cães ilegalmente
O Ministério Público do Rio de Janeiro requereu nesta
quarta-feira a suspensão da Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua)
da Universidade Iguaçu (Unig), em Itaperuna. A instituição é ré em ação
civil pública ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva
do município.
De acordo com o autor da ação, o promotor Eduardo
Fiorito Pereira, uma aluna do curso de Veterinária denunciou o professor
Antonio Rogério Côrtes Ventura por ter matado cães para usá-los em uma
aula de anatomia. Em novembro do ano passado, Rogério Ventura confirmou
ao promotor e a agentes do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) que os
animais foram capturados em uma roça e mortos para serem usados em sala
de aula. Em seguida, o Fiorito Pereira requisitou à universidade os
prontuários com os métodos e técnicas empregados na eutanásia dos cães,
mas não obteve resposta.
Na ação, o promotor apontou ainda diversas
irregularidades envolvendo a Ceua. De acordo com as investigações, após
matar os cães, Antonio Rogério teria forjado a ata da reunião da
comissão para legitimar o ato. No documento, consta que a comissão
aceitava a doação dos quatro animais feita pelo proprietário João Silva e
que, portanto, os cães poderiam ser “eutanasiados para fins didáticos”.
No entanto, a universidade não comprovou a autorização por escrito do
proprietário, como exige o inciso a lei. Além disso, a comissão da Unig
não tem representante da Sociedade Protetora dos Animais, como também
prevê a legislação.
Fonte:Terra


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